Archives abril 2025

Shows em Pernambuco

Essa “volta pra casa “


Foi fundamental para conquistar novos espaços e novos fãs. 2001 não podia ser diferente. Me apresentei em eventos muito importantes tais como o São João de Caruaru e o Festival de Inverno de Garanhuns. Estreei o show “Coração Nordestino” no Teatro do Parque de Recife. Mas o mais emocionante, para mim, foi o show que fiz na minha cidade, Afogados da Ingazeira, após 20 anos sem me apresentar lá. A praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara estava lotada. Foi uma grande festa!

Apaixonada eu tô / Clipe


2000 foi um ano feliz, exclusivamente dedicado à shows e divulgação do CD “Meu Lugar” de São Luiz do Maranhão à Salvador, passando por Fortaleza, Natal, Recife, Caruaru, João Pessoa, Campina Grande, Feira de Santana, Ilhéus, encerrando a turnê com vários shows em São Paulo (Teatro da Umes, Parque da Aclimação, Sesc Vila Mariana e Biblioteca Mário de Andrade). O clipe gravado no Parque da Água Branca em São Paulo projetou para todo o Nordeste ” Apaixonada eu Tô ” música da minha autoria em parceria com Jotta Moreno.

Meu Lugar – Release

Assis Ângelo (Jornalista, poeta e pesquisador da MPB) me presenteou com o texto de apresentação deste CD.”

“Um Sabiá de saia”

Um bom punhado de músicas de Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira e Zédantas enriquecem esse novo disco de Maria da Paz, uma pernambucana criada na Meca dos cantadores repentistas: o sertão do Pajeú. Foi nessa região que ela desenvolveu sua sensibilidade e veia artísticas, portanto não seria de se estranhar a inclusão no seu repertório de “pérolas” do Rei do baião. O disco começa com as obras-primas “Nem se despediu de mim, Sabiá e Olha pró céu” e termina com a bela “De volta pra você”, assinada pela própria intérprete e um dos seus parceiros mais freqüentes: Jotta Moreno. No meio do disco, o ouvinte pode ainda se deliciar com outras maravilhas de Lua Gonzaga e seus camaradas de viagem, entre os quais os já citados: Teixeira e Zédantas, mais José Fernandes e Luiz Ramalho, que rubrica “Roendo Unha”. O inimitável som da sanfona choradeira e safada de Dominguinhos nos arrepia com os altos e baixos dos seus 120 pitocos na moda “Roendo Unha e Riacho do Navio”. Antes, ele nos impõe com naturalidade o seu ritmo melódico na canção “Apaixonada eu Tô” de Da Paz e Moreno. Maria da Paz é das raras cantoras que nos deixam marcas profundas no peito, que nos enlevam, que nos faz meio bobos com sua voz de sabiá perdido ou uirapuru apaixonado. A voz de Da Paz é, na verdade uma beleza: é simples, é pura, é doce e segura. É uma voz que encanta.

O maestro Bira Marques (teclados), assina todos os arranjos.
Destaque para a percussão de Jocelyne Aymon e Manoel Pacífico.
Ainda: Ricardo Skino no contra-baixo, Ubirajara Marques na harmônica e Fabiana Aiko Mino no “cello”.
Ah! sim, Jorge de Altinho está impossível. Ouçam bem a faixa 4.

1999 Nova Fase: Meu Lugar


“Esse CD é um resgate das minhas raízes. Nele gravei canções de Luiz Gonzaga que ouvia minha mãe cantar na minha infância e que guardei na memória durante todo esse tempo. Ouvi muitas músicas do “Lua” para definir o repertório e foi então que decidi escolher aquelas que falam de amor, ainda que de uma forma “engraçada”. Compus algumas canções que se encaixassem nesse projeto. Faltava só encontrar a pessoa certa para escrever os arranjos e entender o que eu realmente queria passar. Encontrei o Bira Marques. O resultado me deixou muito feliz.

Com Bira Marques

Em 1998, recebi pela segunda vez o Prêmio Ary Barroso.

O trabalho de divulgação deste disco me levou de volta ao Nordeste. Viajando pelas grandes cidades como Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Campina Grande, senti vontade de gravar novamente as canções da minha terra, dando seqüência aos discos gravados na Suíça cujo tema sempre foi o Nordeste. No ano de 1998 comecei então a pesquisar e compor para este novo projeto. Ouvi toda a obra de Luiz Gonzaga, ele que faz parte da minha formação musical, e escolhi as canções com as quais eu me identifico (Kalú, Riacho do navio, Qui nem jiló, Estrada de Canindé…).
Nessa mesma época conheci Bira Marques, pianista, arranjador e pesquisador da obra de Luiz Gonzaga. Um encontro musical muito feliz. Bira fez todos os arranjos do disco e começamos as gravações no final deste mesmo ano.